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AGLACMA (ACADEMIA GUARABIRENSE DE LETRAS E ARTES-CASA "MARISA ALVERGA")

Caríssimos(as),
Fui convidada a fazer parte da ACADEMIA GUARABIRENSE DE LETRAS E ARTES-"CASA MARISA ALVERGA" (AGLACMA), na cidade de Guarabira-PB. Embora sabendo que "ainda não sei", mesmo assim "imerecidamente" aceitei de bom grado o convite feito por meu querido amigo, jovem poeta Lucas Lima.
Com muita alegria e satisfação, compartilho com vocês algumas imagens do Evento realizado pela AGLACMA... . Foi um momento maravilhoso, o qual contou com as ilustres presenças dos acadêmicos, entre esses o presidente da ACADEMIA, professor, historiador, padre Emiliano Camilo, da Igreja Católica Ortodoxa.
A vocês deixo alguns trechos de meu singelo discurso:
"É uma grande honra, um prazer imensurável fazer parte dessa instituição, cujo objetivo principal é produzir e disseminar a cultura não apenas nesta cidade, mas na região e, para além dela.
Esta “Casa”, constituída por homens e mulheres que não só inspiram sua geração, como evidenciam o prazer pela literatura e pelas manifestações artísticas em geral... É verdade e é justo afirmar que toda a gama de riqueza cultural que vemos hoje em Guarabira não é resultado de casualidade. Termos a primeira Academia de Letras fundada em Guarabira é motivo de muito orgulho, mas não devemos em hipótese nenhuma esquecer as pessoas (mulheres e homens) que se “fizeram” semeadores das primeiras letras nesta cidade, num passado ainda que distante. A todos (as) àqueles (as) que desenvolveram nesta terra o gosto e o prazer pelo ato de "ler e escrever" temos uma dívida de gratidão que, talvez posso dizer... “impagável”.
É inegável que foi essa primeira geração de professores de Guarabira que estabeleceu, constituiu com "braço forte" a segunda, a terceira, a quarta e tantas outras gerações que ainda virão.
"Descobrir-se e motivar os outros a se descobrirem “é” um ato contínuo" que os primeiros educadores dessa terra, no decorrer da trajetória profissional/educacional “brejeira”, vislumbraram. Foram esses professores que, a partir das próprias experiências, abraçaram a decisão contínua de perseverar no ofício de ensinar, nos permitindo que hoje desfrutássemos de uma cidade que nos envaidece, por se destacar no cenário estadual e, quem sabe até nacional, porque está repleta de "múltiplos talentos do saber".
Sabemos que o conhecimento formal foi e é um instrumento extraordinário, que abre portas e janelas das quais podemos vislumbrar a existência de novos horizontes, novas realidades além dos desertos de nós mesmos. O conhecimento nos eleva, transforma nossa vida e nos faz acreditar que outro "mundo" é possível.
O patronesse da cadeira nº 05 (nome dado ao lugar) na Academia Guarabirense de Letras que honradamente passo a ocupar, é o professor Antônio da Cruz Cordeiro.
Um pouco sobre ele:
Antônio da Cruz Cordeiro nasceu na cidade de Paraíba do Norte, posteriormente chamada João Pessoa, no dia 29 de novembro de 1831. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1856. Depois de formado, retornou à província da Paraíba e combateu a epidemia de cólera que assolou a região entre os anos de 1856 e 1862.
No ano de 1865 o médico paraibano foi homenageado no teatro São João na cidade de Salvador (BA), após a apresentação de seu poema intitulado Prólogo da Guerra ou o Voluntário da Pátria. Um drama que virou peça de teatro e recebeu críticas de vários jornais, inclusive na província da Paraíba. Portanto, através análise de jornais do século XIX, fragmentos de biografias, relatórios de presidentes de província, poemas publicados pelo autor.
Antônio da Cruz Cordeiro Sênior foi também médico do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, coordenador do tratamento dos pobres do 1º distrito da capital, segundo tenente cirurgião do Corpo de Saúde do Exército, chefe da Enfermaria Militar, cirurgião-mor, inspetor de Saúde e um dos patronos da Academia Paraibana de Letras. No campo jornalístico, colaborou com O Publicador (PB). Um homem das letras que se destacou nos seus escritos acerca do cólera, foi deputado provincial pelo partido liberal, diretor do Hospital da Misericórdia, voluntário na guerra do Paraguai (1864-1870), escrevendo dois poemas que se destacaram nos impressos da época: Prólogo da Guerra ou o Voluntário da Pátria (1865) e Batalha de Humaytá (1868).
Publicou Instruções sanitárias populares, Impressões da epidemia, Estudos biográficos, Prólogo da guerra (ensaio dramático, em verso), Estudos literários e Passagem do Humaitá (poesia épica).
O Dr Antônio da Cruz Cordeiro faleceu em Recife em 1895.
Quero afirmar, dizer de minha satisfação em ingressar em um colegiado deste nível, não como quem escreve profissionalmente, mas na condição de aprendiz, e disposta a continuar aprendendo. Ter sede de saber, e de evoluir faz parte de mim.
(...)
Muito grata a você pela atenção!
Maria Aparecida Ramos da Silva
Aparecida Ramos
Enviado por Aparecida Ramos em 04/12/2024
Alterado em 04/12/2024
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