Aparecida Ramos -  Prosa e Verso

Apenas palavras que a alma e o coração não calam.

Textos

Poema de Kathleen O 'Meara' 1869
Guarigione ... 🙏
Al tempo della pandemia La gente è rimasta a casa E stavano leggendo libri, ascoltando musica. Riposo, esercizio fisico. Fare arte, giocare. Imparare nuovi modi di essere e di essere ancora. E hanno ascoltato più da vicino. Alcuni meditati, certamente pregato. Alcuni hanno ballato. Alcuni conoscevano le loro ombre. E le persone hanno iniziato a pensare diversamente. E la gente guarì. E, in assenza di persone che vivono in modi ignoranti, pericolosi, folli e senza cuore, La terra cominciò a guarire. E quando il pericolo è passato, E quella gente si è riunita di nuovo. Hanno pianto le loro perdite, hanno fatto nuove scelte. Sognavano nuove immagini e creato nuovi modi di vivere, E hanno completamente guarito la terra come erano stati guariti.

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Versos refletem sobre o poder da reclusão em tempos de pandemia
Logo no título, a mensagem no grupo de WhatsApp avisa que o texto a ser apresentado foi escrito em 1869, pela escritora Kathleen O’Meara (1839-1888). Como outros inúmeros conteúdos que são incansavelmente compartilhados nas redes sociais, esse poderia ser ignorado, mas seu título e a métrica de seus versos rapidamente captam a atenção do leitor:
CURAR
E as pessoas ficaram em casa
E leram livros e ouviram
E descansaram e se exercitaram
E fizeram arte e brincaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram fundo
Alguém meditou
Alguém orou
Alguém dançou
Alguém conheceu sua sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente
E pessoas se curaram
E na ausência de pessoas que viviam de maneiras ignorantes,
Perigosas, sem sentido e sem coração,
Até a Terra começou a se curar
E quando o perigo terminou
E as pessoas se encontraram
Lamentaram pelas pessoas mortas
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram modos de vida
E curaram a Terra completamente.
Mas como algo escrito há mais de 150 poderia ser tão coerente com os tempos que vivemos? Tal pergunta me levou a buscar o nome da autora na internet. Encontrei versões desses mesmos versos nos idiomas italiano e inglês, li que Kathleen O’Meara foi escritora e biógrafa católica irlandesa-francesa durante o final da era vitoriana, e folheei também um livro de sua autoria reeditado em 1894,  cujo título é The curé of Ars. Percorri as páginas buscando palavras semelhantes àquelas que me impressionaram naquela mensagem recebida pelo celular, mas a obra retratava a vida de São João Maria Vianney (1786 – 1859) – o “Santo Cura d’Ars” – assim chamado por causa do nome do povoado francês onde foi pároco durante anos.
Tal pesquisa me levou a constatar que possivelmente havia algum equívoco na autoria daqueles versos, então resolvi pesquisar mais afundo e descobri que a real autora é Catherine M. O’Meara, uma advogada criminalista que vive no Michigan, nos Estados Unidos, e que costuma escrever reflexões sobre a vida em seu blog, chamado The Daily Round, sob a alcunha de Kitty O’ Meara.
O texto, postado no dia 16 de março de 2020, foi originalmente nomeado como “No tempo da pandemia”, mas o título que recebeu na internet parece sintetizar melhor aquilo que o mundo deseja nos dias de hoje.
Em seu blog pude encontrar inúmeros outros versos profundamente encorajadores e que dão margem a uma profunda meditação sobre a difícil situação que o mundo enfrenta. Se você tem algum domínio do inglês não deixe de acessar seu blog e se comover com a sensibilidade de suas palavras.
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coronavíruspoesiaquarentena
https://pt.aleteia.org/2020/04/01/o-singelo-poema-sobre-a-quarentena-que-tem-comovido-internautas-de-todo-o-mundo/
Aparecida Ramos e Portal Aleteia
Enviado por Aparecida Ramos em 04/04/2020
Alterado em 07/05/2020


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