Aparecida Ramos -  Prosa e Verso

Apenas palavras que a alma e o coração não calam.

Textos



Suicídio (do latim sui, "próprio", e caedere, "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental e/ou psicológico que pode incluir depressãotranstorno bipolaresquizofreniaalcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo. Além da consideração nefasta do suicídio, há também avaliações positivas, sendo visto como uma vontade legítima ou um dever moral .

Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo.

As interpretações acerca do suicídio tem sido vistas pela ampla vista cultural em temas existenciais como religiãofilosofiapsicologiahonra e o sentido da vida.Albert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia." As religiões abraâmicas, por exemplo, consideram o suicídio uma ofensa contra Deus devido à crença religiosa nasantidade da vida. (...)
Fonte: Wikipedia, enciclopédia livre

 

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Conflitos do Ser (II)  Suicídio
 

Suicídio- tema bastante forte, polêmico, é apontado como a terceira causa de morte entre pessoas jovens.
De tempos em tempos vem à tona... Programas radiofônicos, jornais, sites e portais da região dão destaque de "primeira página" aos sucessivos casos (de suicídio) em determinada cidade da região.

Vale destacar que na maioria das vezes o suicídio acontece não somente entre jovens, mas também com alguns dolescentes. São pessoas ainda no início de sua existência que (de uma hora para outra ) decidem pôr um fim, não sei se à vida ou a algo que as incomodadava e não souberam como resolver.

Fico a refletir sobre essa questão tão dramática, terrível, e me questiono:

*O que pode levar uma pessoa a "dar cabo" da própria vida, se é a vida o bem mais precioso que temos e que, segundo a nossa crença (fé) é dom de Deus?

*Seriam os adultos, pais, familiares ou até alguns amigos "responsáveis", talvez indiretamente por algumas dessas mortes prematuras?

*O que fizeram ou deixaram de fazer, para contribuir que isso ocorressse ou para que jamais acontecesse? Será que se tivessem sido "ajudados" corretamente em tempo hábil, estariam esses irmãos nossos ainda entre nós?

*Teriam eles/as o direito de agir com tamanha crueldade com suas próprias vidas?

*Será que não aprenderam, não pensaram ou esqueceram momentaneamente que a vida é um dom gratuito da Divindade e que somente a Ele compete decidir o momento de tirar?...

Embora o mundo não pense assim e diriamente as pessoas se matam uma às outras, muitas vezes por motivos torpes.

*Será que problemas decorrentes de relacionamentos, dificuldades financeiras ou lares desfeitos... compensa o suicídio?

*Teriam, muitas dessas pessoas, alguns problemas de saúde que não foram tratados  corretamente ou "são" incuráveis?

*Eu me sinto péssima, muito triste quando tomo ciência de fatos assim. Fico também a me interrogar: será que a família, os pais não perceberam que a pessoa precisava de ajuda?
Ou não deram a devida atenção, não imaginaram que poderia ser tão grave as consequências?

Em alguns casos, tenho observado que se trata de pessoas bastante simples, com pouca informação e entre famílias onde há pouca afetividade. Às vezes ocorre um "distanciamento" entre a pessoa que está visivelmente desenvolvendo algum tipo de problema e os membros da família. E isso ocorre não por "maldade" das pessoas, mas por imaginar que aquilo vai passar de qualquer jeito, ou seja não conseguem "ver" a gravidade dos sintomas ou doença. Já em outros casos que poderia ter levado a isso, houve intensa preocupação de familiares e amigos e a pessoa, apesar das dificuldades conseguiu, também com apoio de profissionais da medicina, livrar-se do "mal".


O que nos diz a "Filosofia"

Pouquíssimos filósofos defendem o suicídio como ato livre do ser humano. Entre eles destacaram-se Hume e Sartre, embora de épocas e correntes filosóficas diferentes, não admitem nem a existência de Deus nem leis morais imanentes no ser humano e, portanto, o que conta é só a liberdade da ´pessoa. A maioria das filosofias e quase todas as religiões, no entanto, sempre condenaram o suicídio. Vários são os argumentos utilizados para evidenciar que se trata de um ato inaceitável:


-"Trata-se de uma fuga à vida que nos foi dada: quem admite a existência de Deus considera esse ato uma infração à vontade divina. Assim pregava Platão, assim pensam os filósofos cristãos".

-"Trata-se de um ato que contraria a lei natural, pois é da natureza o instinto de conservação e o desejo de preservação da vida. (...) Esse argumentomera usado entre outros por São Tomás de aquino."

-"O suicídio não realiza o que o suicida realmente quer. Esse é um argumento interessante:Plotino, o filósofo neoplatônico do século III, considerava que a vio
lência do suicídio não permitia a separação completa do corpo e da alma, causando sofrimento, e Schopenhauer achava que o suicida não queria morrer, ele só não queria mais ter a vida que estava tendo".

"-Kant, dentro de sua ética do dever, achava que o primeiro dos deveres é a conservação de nós mesmos, já que somos seres humanos com dignidade".

-"Muitos argumentam que se trata de um ato profundamente covarde, porque a pessoa está fugindo de si mesma, da vida, dos problemas, sem coragem e firmeza para enfrentá-los".

-Outro argumento antigo, desde Aristóteles, é que a pessoa não tem o direito de se suicidar porque tem compromissos sociais na comunidade em que vive, ou seja, devemos algo à sociedade que não podemos nos furtar a pagar.

Finalmente, considera-se que este pode ser um ato de extremo egoísmo, já que não se pensa em mais nada, nem na dor que se vai causar ao outro.


No mundo contemporâneo, entretanto, menos propenso a julgar moralmente um ato do que tentar compreender-lhe as causas psíquicas e mesmo físicas, o suicídio é muito estudado dentro dos quadros depressivos. Observa-se que as pessoas nesse estado estão mais propensas a se suicidarem. Então, é preciso prevenir a tragédia antes mesmo que ela comece a se manifestar, tratando a depressão quando ela surge(e ela pode surgir em qualquer idade).

O que nos diz a Palavra da Bíblia?

Agostinho argumentou no século 5 que o suicídio era uma violação do sexto mandamento; “Não matarás” – Êxodo 20:13

Mais tarde, Tomás de Aquino ensinou que o suicídio era o mais fatal de todos os pecados porque a vítima não poderia jamais se arrepender dele. O problema com sua visão é que representa um grosseiro mal entendimento da segurança eterna, a qual as Escrituras ensinam claramente. Nós somos salvos pela graça de Deus, não pelas obras (Efésios 2:8-9) e nada pode separar um Cristão do amor de Deus (Romanos 8:37-39).

A Bíblia menciona seis pessoas específicas que cometeram suicídio:
Abimeleque (Juízes 9:54), Saul (1 Samuel 31:4), o escudeiro de Saul (1 Samuel 31:4-6), Aitofel (2 Samuel 17:23), Zinri (1 Reis 16:18) e Judas (Mateus 27:5). Cinco deles eram homens pecadores e perversos (não se sabe o suficiente sobre o escudeiro de Saul para fazer um julgamento a respeito de seu caráter). Alguns consideram Sansão um exemplo de suicídio (Juízes 16:26-31), mas o seu objetivo era matar os filisteus e não a si mesmo. A Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que é - auto-assassinato. Cabe a Deus decidir quando e como uma pessoa deva morrer.

De acordo com a Bíblia, o suicídio não é o que determina se uma pessoa ganha ou não acesso ao céu. Se um descrente cometer suicídio, ele não fez nada mais do que “acelerar” a sua jornada para o lago de fogo. Entretanto, no fim das contas, a pessoa que cometeu suicídio estará no inferno por ter rejeitado a salvação através de Cristo, não por ter cometido suicídio.

A Bíblia ensina que podemos ter a garantia da vida eterna a partir do momento em que verdadeiramente crermos em Cristo (João 3:16). Segundo a Bíblia, os cristãos podem saber que possuem a vida eterna sem qualquer dúvida (1 João 5:13).
Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Se nenhuma "criatura" pode separar um cristão do amor de Deus, e até mesmo um cristão que comete suicídio é uma "coisa criada", então nem mesmo o suicídio pode separar um cristão do amor de Deus. Jesus morreu por todos os nossos pecados e se um cristão verdadeiro, em um momento de crise e fraqueza espiritual, cometer suicídio, esse pecado ainda seria coberto pelo sangue de Cristo.

Embora não esteja descrevendo o suicídio, 1 Coríntios 3:15 é provavelmente uma boa descrição do que acontece com um Cristão que comete suicídio. "Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo."

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Ísis Dumont

Fonte de pesquisa sobre o que nos
diz a filosofia, em:
A Questão do Suicídio (texto)
"Construindo o Pensar"
Bíblia Sagrada

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Ísis Dumont
Enviado por Ísis Dumont em 08/06/2014
Alterado em 09/06/2014
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