Ísis Dumont -  Prosa e Verso

Apenas palavras que a alma e o coração não calam.

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Caminhos Dos Quais Não Falei


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Sou o tipo de pessoa que ama sentir-se útil,  ser solidária, defender uma ou mais causas, enfim fazer o bem. Logo que fui deixando de ser criança,  já começava dar os primeiros passos na comunidade onde morava, Participava de todas as festas populares e eventos religiosos, Apesar de ser  portadora de uma timidez que nunca vi em lugar nenhum, eu enfrentava, mesmo inconscientemente. Parecia tentar vencer, superar, embora estivesse muito longe disso.  Na escola quase não falava. Mas era super atenciosa, não perdia nunca uma só palavra dos professores.

Então, o assunto que me traz mais uma vez aqui é para falar de uma das funções que desempenho (voluntariamente). Sempre procurei preencher-me de coisas que me elevassem. Um dos compromissos que levo a sério, o faço aos domingos. junto com outra pessoa/membro da comunidade católica da qual faço parte. Visito semanalmente 13 pessoas (homens e mulheres) idosas e, naturalmente pela idade avançada, doentes.  No dia do meu aniversário (18/08), choveu forte o dia inteiro, mas nada impediu que eu estivesse lá na hora certa para cumprir nossa tarefa.

Entre eles, há um casal (em casas diferentes) que já perdeu o uso da razão. Nem sabe mais quem são. Para os demais, é um encontro marcado e esperado por eles e elas, com ansiedade. Um momento onde levamos, além da Eucaristia, uma palavra de ânimo, de carinho e de fé. Uma aperto de mão, "como vai", uma abraço, mão no ombro, olho no olho, um beijo e afago nos cabelos... Isso, para essas pessoas que estão com sua capacidade de mobilidade reduzida ou perdida de vez, tem grande significado.

Dona Zefinha é uma delas. Corcunda, anda somente dentro de casa, com muita dificuldade, isso quando não fica vários dias de cama. Quando está um pouco mais esperta, nos espera no portão. Quando me vê, pega minha mão, põe o braço em volta de minha cintura e caminhamos para o quarto. Após os cumprimentos, fazemos uma breve oração, um refrão de um canto e distribuímos o alimento (necessário) ao espírito, que nessa fase da vida, para quem acredita, se faz por demais necessário. Depois nos despedimos, reafirmando o compromisso de retornar no próximo domingo.
(...)


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Imagens feitas em meu celular. Um das ruas por onde passo.

Boa noite, caríssimos e adoráveis amigos e amigas!

Bons sonhos! E um despertar hiper agradável!!!

Beijos!!! Beijos!!! Beijos!!!

 
Aparecida Ramos(Ísis Dumont)
Enviado por Aparecida Ramos(Ísis Dumont) em 14/09/2013
Alterado em 14/09/2013
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